O poder da imagem

Por Felipe Barros e Paulo Araújo

“Quando vi as fotos das agências de notícias com as pessoas empunhando as charges que eu tinha feito, foi surreal. De alguma maneira, a charge era o grito entalado na garganta deles. E eu estava ali também até a renúncia do Mubarak”. De sua casa no Rio de Janeiro, Carlos Latuff participou ativamente da causa do povo egípcio que lutava contra a ditadura de 30 anos de Hosni Mubarak.

Latuff materializa sua criatividade em imagens fortes e impactantes. É com o talento proveniente das mãos que o cartunista faz o exercício da profissão – na imprensa sindical – e de sua ideologia, colaborando com diversas causas pelo mundo, principalmente em relação à Palestina (representada pelo bóton alfinetado ao lado esquerdo do peito com a frase “Free Palestine” sobre a bandeira verde, branca, vermelha e preta).

O cartunista carioca visitou Londrina nesta semana e, em entrevista ao Y-Tudo, comenta sobre o papel das redes sociais na construção das revoltas populares no Oriente Médio e, ainda, traça um perfil do jovem brasileiro inserido no que chama de “pseudo-democracia”.

Sem meias palavras e com muita eloquência, Carlos Latuff.

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Movimentos na era das redes sociais

Por Felipe Barros

23 de junho de 1968. Revoltados com o regime militar – imposto em abril de 1964 – estudantes se reúnem no bairro da Cinelândia, Rio de Janeiro. Acompanhados de perto por mais de dez mil militares, o movimento estudantil liderou a maior passeata registrada na história do Brasil até aquele momento. Artistas, políticos e acadêmicos aderiram à massa, formando um grande bloco de resistência contra a ditadura. Ao fim do protesto, 100 mil pessoas exigiam – em frente à Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro – a queda do regime.

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