Queime seus livros sobre princesas e leia os desta lista no lugar

Felipe de Souza

Lista de hoje: livros decentes.

Uma rápida olhada nas listas dos mais vendidos de qualquer grande veículo de comunicação – da Veja ao The New York Times a coisa não muda muito – dá margem à seguinte conclusão: nós da Geração Y, no geral, gostamos de ler merda.

Antes, as referências eram William Shakespeare, depois João Guimarães Rosa (as obras de ambos, como bom representante da geração Y, não conheço). Nós, do início do Terceiro Milênio, deixaremos como ícones culturais uma história sobre uma vampira menstruando pela primeira vez e outra sobre um cara que aprende a valorizar as coisas depois da morte de seu cachorro semi-retardado. Os historiadores e críticos do século XXII rirão de nós e essa reação será mais do que adequada.

Por isso, aí vai uma lista de cinco livros que o público de hoje pode ler e gostar. A ideia seria colocar apenas obras publicadas mais ou menos do final da década de 1980 para cá – que é quando me falaram que começa a geração Y – mas por questões de memória, listarei os que foram lidos recentemente. São histórias simples, de leitura fácil. As história não mostram garotos que, entre um episódio de polução noturna e outro, salvam o mundo de feiticeiros malignos. Isso pode te desanimar, mas são livros legais, pode confiar.

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Como viver sem redes sociais (ou: Novas tecnologias, novas formas de aporrinhação)

por Felipe de Souza

Parir uma penca de babuínos no cio deve ser mais fácil que postar isto aqui: nunca vi nada tão lento na internet, sem falar da paciência desperdiçada. Estou feliz por nunca ter tido um blog na vida.

Agora, ao “tutorial” propriamente dito:

Prestem atenção no outro troço da Venceslau sobre café que ganharão mais, porque dificilmente poderia haver início mais idiota para a seção de Tutorial disso aqui do que temas do tipo “como viver sem alguma coisa”: coisa de blog de pré-adolescente. Mas, depois que minhas tentativas de ignorar o resto do grupo fracassaram – junto com minhas expectativas de ficar numa boa sem produzir nada – tive que escolher um tema às pressas, de preferência, algo que não exigisse muita pesquisa e capacidade intelectual, então fica assim mesmo.

Grande parte das pessoas passa grande parte do dia conectada a um ou mais tipos de redes sociais da internet, principalmente o Twitter, Facebook e Orkut – embora este esteja gradualmente sendo relegado ao status de “favela da internet”. E pelo que escutei, é comum a ansiedade e a sensação de que, se você não está ligado nessas ferramentas, perde informações importantes – e por isso a importância de estar conectado por tanto tempo.

Mas isso é uma idiotice.

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