3D para quê?

por Beto Carlomagno

Representação perfeita do meu sentimento em relação ao 3D. Fonte: Ah Negão!

Se você acha que o 3D é a grande novidade do cinema dos últimos anos, se engana. A tecnologia já existia há muito tempo, mais precisamente desde o final do século XIX, e foi apenas reformulada para a nova geração. Os grandes estúdios e cineastas viram nessa forma de fazer e apresentar cinema uma salvação para a crise que a indústria cinematográfica vinha enfrentando. Com muitas promessas, esses filmes começaram a tomar as salas de cinema com mais frequência a partir de 2008. Em 2009 estreou Avatar, o filme que se valia da tecnologia mais aguardado por muitos. E a espera valeu a pena. Avatar é, junto com o recente Transformers: O Lado Oculto da Lua, um show visual com o melhor uso do 3D estereoscópico já feito até hoje. James Cameron mostrou que quando o filme é desenvolvido de forma planejada para a tecnologia e que essa tem um propósito, algo realmente bom pode sair daí. O problema é que, depois da bilheteria absurda feita pelo filme do diretor de Titanic, todos os estúdios acharam que o negócio era lançar filmes em 3D. Enganaram-se. Continuar lendo

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Transformers: O Lado Oculto da Lua

Michael Bay é conhecido por sua grandiloquência. Seus filmes são sempre grandes espetáculos visuais, já as histórias às vezes funcionam e às vezes não. Com a franquia Transformers a coisa não tem sido diferente. O espetáculo sempre esteve ali, mas a história já é algo a parte. Nenhum dos três filmes entrará para nenhuma lista de melhor roteiro, isso também é um fato, mas o segundo filme chegava a soar estúpido e desafiar nossa inteligência. O filme era basicamente ação e piadas ridículas. Foi prometido pelo diretor e pelos produtores que o terceiro seria melhor, e realmente é, mas não se anime muito, porque isso não era muito difícil.

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