Amor e fetiche na Terra do Sol Nascente

“Quero ter filhos de olhos puxados!”, ta aí o desejo da Carol, da Sara e da Michele*, e de várias outras garotas brasileiras que são loucas por japoneses. E os motivos variam desde a admiração pela raça e cultura japonesas até a vontade de ver mesticinhos correndo pela casa.

Em uma enquete realizada para esta reportagem, as japalovers apontam mais questões de personalidade para explicar a preferência: os meninos têm fama de estudarem muito, serem pacientes e honestos. O adjetivo mais usado pelas entrevistadas foi “discreto”. Também o mito de o japonês querer ser sempre o primeiro da turma faz as apaixonadas terem a certeza de que vão longe na carreira e assim lhe proporcionarão uma boa vida. Ione Horácio conta que todos os que conheceu eram sérios e respeitadores. Sara Carrazedo corrobora: “eles geralmente são calmos, corretos e se esforçam para serem melhores em tudo”.

Mas como surge essa fixação por japas? Gabriela* conta sua experiência: “Quando eu ainda estava no colegial, eu e minhas amigas resolvemos assistir a um filme qualquer. Esse filme era Fast and Furious – Tokyo Drift ou, em português, Velozes e Furioso – Desafio em Tókio. Esse filme tem MILHÕES de japoneses, um mais lindo que o outro. E depois disso nosso leque de opções se abriu, já que a gente nunca tinha reparado na beleza oriental. Ao mesmo tempo que ele abriu também deixou a gente com menos opções porque não eram muitos os japoneses na nossa cidade, UMA PENAAAA!”.

Takeshi Kaneshiro nos fez babar em O Clã das Adagas Voadoras, de 2004

Já Jin Akanishi é um ídolo no Japão: cantor, compositor e ator

Por outro lado, homens que piram nas japonesas geralmente apontam aparência como principal fator, como Daniel Trefilio: “A diferença é que é uma beleza exótica. Não é só o olho, os traços do rosto também são mais angulados, faz uma combinação que chama muito a atenção. Lembro que desde os 7 ou 8 anos de idade eu já tinha uma quedinha por nipônicas. Deve ter sido excesso de seriados Super Sentai”, conta, rindo.

Koda Kumi, cantora japonesa que foge do estereótipo de “japonesinha ingênua”

 

E. O., que já teve namorada japonesa, também é aficionado pelo rosto exótico e o cabelo das japas, mas faz uma ressalva: “Quando dá pra ser feia, é o demônio!”.

Já Evandro Alves, que atualmente namora seriíssimo com uma, conta sobre sua própria experiência: “Ah não sei, mas sinto uma franqueza, uma sinceridade muito grande por parte dela; fala o que sente, o que está bom e também o que não está gostando e está procurando consertar!”. Diogo Moreira, que adora a tradição e cultura japonesas, concorda: “Gosto da forma como eles não conseguem disfarçar os sentimentos; são bastante expressivos. Acho idiota o ‘todos são iguais, nem dá pra ver diferença’.”

Se você já se relacionou, namorou ou ficou com um japonês ou japonesa, sabe do que eles estão falando. Se não, talvez se interesse mais a partir de agora e adote a frase da Gabriela: “Nunca tive relacionamento com um japa… AINDA”.

*Alguns entrevistados preferiram não ter os nomes completos revelados

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