“Legen…wait for…dary!”

Por Letícia Nascimento

Confesso que ia falar sobre como somos órfãos de The OC e o quanto Blair Waldorf nos inspira sem saber. Mas como desisti de acompanhar Gossip Girl – a última temporada, me perdoem os fãs, estava chata demais da conta – e como tenho tido certa afeição por séries cômicas (sempre seremos órfãos de alguma coisa, neste caso de Friends, Seinfield e That’s 70 show) resolvi falar sobre uma que me diverte demais.

Quando anunciaram a última temporada de uma das melhores séries já produzidas pelos americanos, Friends, boa parte do mundo pensou: e agora, quem poderá nos defender desse tédio? Por sorte, a Warner Channel – pelo menos aqui no Brasil – reprisa, duas vezes por dia, se não me engano, episódios antigos da série. O mais engraçado é que o público assiste. E ri das mesmas piadas, mais uma vez. Mas aí, chega uma hora em que é necessário rir de novas caras e diálogos. Foi quando me deparei com How I met your mother, que desde 2005 tem sido sucesso de audiência e de crítica. Vamos falar dela, então.

A história começa com o personagem principal, Ted Mosby (Josh Radnor), em 2030, contando aos filhos como conheceu a mãe deles. A busca pela mulher ideal começa após o melhor amigo de Ted, Marshal Eriksen (Jason Segel) ficar noivo de Lily Aldrin (Alyson Hanningan). Ted decide que é hora de sossegar e se envolve, entre outras ao longo da série, com Robin Scherbatsky (Cobie Smulders), uma jornalista canadense que acabou de chegar em Nova Iorque e entra para seu grupo de amigos, que fica completo com Barney Stinson (Neil Patrick Harris).

As situações bizarras, muito engraçadas e, em alguns momentos, dramáticas que passam juntos dão a liga do seriado. Porém, como as características de cada personagem são fortes, e ao mesmo tempo leves, eles se destacam o tempo todo, individualmente. Barney é um dos personagens mais carismáticos, que faz o tipo amigo “bro” pegador, cheio de planos mirabolantes e, muitas vezes, ensaiados e bem produzidos para “pegar” mulheres. Ele tem um bom emprego – em que ninguém sabe o que ele faz – e um bom apartamento. Só usa ternos e não gosta da ideia da monogamia. Seus bordões: “It’s gonna be legen…wait for..dary “, “What’s up” e o sempre engraçado “Hi 5” ajudam a torná-lo um dos personagens mais divertidos do momento.

Marshal sonha trabalhar com direito ambiental e vive em conflitos por causa da profissão. Lily é professora de jardim de infância, mas sonha em ser uma pintora de sucesso. Os dois são praticamente um, pois têm um grau de sintonia pouco visto na vida real. Robin sonha em ser uma repórter de sucesso, mas só consegue apresentar programas que ninguém assiste. Ela tem uma verve meio masculina, bebe muito, gosta de atirar e jogava hockey. Não gosta de se envolver e esse foi um dos motivos de não ter ficado com Ted, arquiteto romântico, que leva o plano de encontrar uma boa mãe para seus filhos ao limite.

O entrosamento do elenco é excelente e muitas vezes o espectador “esquece” que está assistindo uma série na TV (ou no computador, né?) e sente-se parte da história. Eu até já chorei. O grupo de amigos se reúne no Maclaren’s Pub, que fica embaixo do apartamento de Ted, outro ponto de encontro dos amigos. Isso remete a uma característica bem interessante da série: identificação. Nós que somos da geração Y não costumamos ir tomar chá, sentadinhos em um sofá. Vamos aos bares depois do trabalho e das aulas; nos finais de semana, gostamos de beber e comer porçõezinhas. Junte-se a isso todas as referências atuais que os criadores Carter Bays e Craig Thomas colocam nos diálogos cheios de easter eggs (Star Wars, Friends, Indiana Jones), nas piadas que se estendem durante vários episódios e os ótimos flashbacks históricos ou de minutos atrás: How I met your mother se torna um vício.

Bom, a sexta temporada terminou esse ano, mas já foram anunciadas, para felicidade dos fãs, mais duas temporadas completas. Os idealizadores têm conseguido deixar a série cada vez mais entusiasmante. Por mais pitadas de quem seja a possível esposa de Ted que eles dão, ainda não ficou repetitivo e os personagens têm tido ótimas “viradas” em suas vidas. Sorte a nossa, né?

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