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Sim, às vezes parece que este blog veio justamente para criticar o uso da internet pela geração Y. Primeiro o Felipe Sanchez falando da falta de importância das redes sociais e agora eu falando sobre auto-exposiçao (aliás, foi ele quem disse: escreva algo mal-humorado). Eu, uma pessoa com blog pessoal, Twitter e Facebook (só para os amigos adicionados e muito bem escolhidos).

Sempre fui contra Orkut, até que não me rendi a Comunidades como Se eu já sou exigente com meus sapatos, imagina com os namorados e Hoje acordei meio sincero, com uma estranha vontade de só falar a verdade, como se isso fosse definir minha personalidade (afinal, quem nunca vasculhou o perfil de uma pessoa e suas comunidades para concluir o seu caráter?). Mas não consegui entrar na brincadeira, passar dos 50 amigos, e no meu perfil já tem um apelo: por favor, me adicionem no Facebook.

Este aí me pegou. Um novo vício. Um encantamento por poder postar meus livros, filmes, cantores e bandas preferidas e receber atualizações sobre eles. O mural servindo como um Twitter, só que melhor porque cabe mais do que 140 caracteres. Avisos de aniversários e eventos discretos. Mensagens privadas. Curtir.

Fotos, e pra mim é aí que a maioria peca. Toda a vida registrada, todo evento, uma falta de critério de seleção pra postar todo mundo chapado nas poses mais bizarras; mas já disse o Seu Norval que “a saturação da visão cria as condições para que a gente não veja mais as coisas”. Ou seja, uma hora cansam das suas fotos de balada (que são sempre a mesma coisa) e param de ver, comentar, curtir (ou até continuam fazendo isso, porque o que mais se vê hoje são as amizades baseadas na puxa-saquice virtual. Também são sempre os mesmos). E daí você fica naquela entre ser uma pessoa misteriosa ou mostrar para os outros o quanto é feliz.

Eu não duvido que quem tenha nascido de uns anos pra cá seja mais inteligente do que quem nasceu de uns anos pra lá (e não por conta da evolução. Bem, talvez). Isso porque prestar atenção em mil coisas ao mesmo tempo está se tornando normal. Eu ainda respondo com um “Uh?” meio sonso quando me interrompem no meio de uma leitura, enquanto outros dividem olhos nos livros e ouvidos na conversa com uma sincronia incrível. Como disse Douglas Kellner, autor que estou lendo atualmente: “os midiólatras e tecnomaníacos da atualidade são vistos como caçadores-coletores de informações e entretenimento, desafiados a sobreviver a uma sobrecarga de ‘infoentretenimento’ e a processar uma espantosa quantidade de imagens e ideias”. Sim, jovens mais inteligentes. E mais gordos. Porque, a não ser que você tenha Wii em casa, computador e videogame contribuem e muito para o seu engordamento. Então, ao invés de ficar sentado selecionando fotos da festa de ontem à noite em que você viu o cara/mina que você curte com outro (a), que foi uma bosta que você jamais irá admitir, vá dar uma voltinha. Afinal, o dia está lindo. E você pode levar seu mp3, 4, 5. Vale pra mim também e já estou de saída.

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