Pela UEL…

Camila Meira

E depois de conhecer as oportunidades que a UEL oferece, é hora de conferir uma crônica que conta um pouquinho da vida por aqui. Outro dia ouvi uma música e acho que combina ouvi-la lendo o texto. A letra não tem muito a ver com o tema da crônica, mas..

Boa leitura pra você!

O despertador toca e é hora de ir para a UEL. Não tinha parado pra pensar que os anos passam comigo também. É!, eles passam e passam muito rápido. A frase é feita, mas parece que foi ontem, que a menininha do interior chegou a Londrina para estudar jornalismo na UEL. Era e sempre foi um sonho. E me vi em outra cidade, com novos amigos e uma vida completamente diferente. Só que diferente mesmo foram as espécies estranhas que encontrei aqui. Em se tratando de UEL, tudo acontece e pode acontecer.

Outro dia mesmo fui parada por uma banana no meio do RU. Mico total. E para completar a série “todo mundo ri da sua cara”, eu estava com uma banana na mão. Sim, uma banana! A fruta, claro. E imaginem o que a tal fruta ambulante fez? Ficou desesperada, pois, segundo ela, eu comia uma de suas irmãzinhas. Nada engraçado, mas só na UEL mesmo!

Cada um que vive essa vida universitária já desenvolveu filosofias de calçadão. Sim, este que atravessa a UEL e que eu levo cerca de 25 minutos para chegar de uma ponta a outra. O resultado são idéias que se um dia alguém resolvesse por em prática fariam muito sucesso. Quem nunca quis um bondinho que passasse de centro em centro despejando levas e levas de estudantes preguiçosos como eu? Nossa, facilitaria muito a vida. Ou, quem nunca pensou nas milhas de RU? Como se fossem um cartão fidelidade para aqueles que faça chuva, frio, sol e calor almoçam e jantam lá? Filas nunca mais!

Mas não são só os bondes e as milhas que levam a vida, mas amores também. Ah.. e quem nunca teve um amor platônico pela UEL? E são tantos. Pode ser a pessoa mais exótica, mas você acha a pessoa linda e ai de quem dizer que não é.

E falando em levar a vida, os que levam mesmo são os famosos 305. Lotados em horário de pico, eu quase não os utilizo, mas se preciso sei que no ponto do CCH eles ficam mais vazios e sei também que nos finais de semana e feriados entram em extinção. Se você tiver sorte de pegar um, agradeça e muito.

Outra coisa que só a vida na UEL nos possibilita é passar frio. Se tem um local que esfria de um minuto para o outro é aqui. Não se engane, se você saiu de casa às 8h da manhã e o dia já estava gelado. Até a hora do almoço pode apostar que estará batendo os dentes.

Ah! Já são quase quatro anos e neles já vi muitas coisas por aqui e elas vão ficar e eu vou, porque como sempre digo “a semana está acabando” e como o tempo passa, daqui uns meses eu deixo a UEL. E vou sentir saudades do cachorro que parece um lobinho, do casal de corujas do calçadão, do moço da faixa branca na testa, de dizer “tchau Mary, boa aula!”, dos cones trufados, das tias do bombom, do CECA, dos “artes cênicas”, dos macaquinhos… Enfim, de tudo.

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