Poderia ser um álbum e pra mim, é.

Por Desirée Molina

Pra começar: Dê o play nesse vídeo. Imagino que você, assim como eu, está fazendo várias coisas ao mesmo tempo. Então, pause a música que provavelmente já está tocando no iTunes, no Media Player, no GrooveShark. Pause e ouça essa aqui enquanto lê esse texto.

Adelemaníaca de coração, viciada no último álbum desde o dia em que ele vazou na internet, me vi passando um dia sem ouvir sequer uma música do 21, o maravilhoso CD da cantora inglesa que virou fenômeno nas listas de álbuns mais vendidos. O motivo? Outro álbum – que apareceu do nada. Sim, estava numa bela manhã ensolarada… lendo a timeline do meu twitter,e me deparo com um RT apenas de elogios a essa banda, destacando a música The Morning. Cliquei no link e encontrei uma caixinha do Soundcloud com as músicas da mixtape, que foi lançada na internet, pra qualquer um baixar, no site http://the-weeknd.com. Ouvi todas. Ouvi The Morning mais uma vez. Ouvi Wicked Games. De novo. Baixei o álbum – House of Baloons – e esqueci da existência dele por três dias.

E aí que a vida tem dessas que não dá pra explicar, né. E no meio de uma crise, buscando aquele silêncio interior livre das músicas sempre presentes na jukebox mental…comecei a ouvir The Morning em algum canto do cérebro. Coloquei o House of Baloons pra tocar. Sem frescurite de aleatório, sou dessas que gosta de ouvir álbuns da maneira como eles foram construídos.

Foi assim que The Weeknd entrou de vez na minha vida. Complicadíssimo não considerar House of Baloons um álbum, uma vez que ele parece meticulosamente organizado para despertar sensações. Logo em sua primeira música, aparecem referências a drogas, mulheres, como no verso: “trust me girl, you wanna be high for this”. Abel Tesfaye – o canadense responsável pelo projeto – conseguiu fazer músicas permeadas de melancolia, cheiro de luxúria, gosto de fim de festa… São tão bem produzidas que os palavrões ficam em segundo plano, apenas como um suporte para o clima obscuro e lascivo que as músicas proporcionam.

Ainda não consegui parar. Ouço outros álbuns, claro. Mas The Weeknd ainda se faz necessário, todos os dias. Como de praxe, mostrei pra alguns amigos. Mandei uma música, e teve gente que não gostou. Até comparação com boy-band eu ouvi – não, não entendo como. Aí eu descobri que a graça está em se ouvir o álbum todo; e todos os álbuns não deveriam ser assim?

Ou seja, leitor, já fiz errado com você, né. Mas caso você tenha se interessado pelo menos um pouquinho pelo R&B meio boêmio meio dubstep meio meloso do The Weeknd, faça o seguinte: aí embaixo está a mesma caixinha do SoundCloud que me viciou. Eu recomendaria que você parasse tudo o que está fazendo e ouvisse tudo atentamente. Mas sei que é praticamente impossível. Então, pode ir ali ver se tem algum reply no teu twitter, responder o inbox que acabou de chegar no seu Facebook… Continue lendo o Y-Tudo, que está cheio de coisa legal! Mas faça isso em uma nova aba e ouça The Weeknd nessa. Trato feito?

ps. Rolling Stone e Birds são músicas novas, que não estão em House of Baloons. Mas são tão boas quanto!

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3 respostas em “Poderia ser um álbum e pra mim, é.

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